Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais rebate Joice: “Lamentável”

Uma declaração feita pela deputada Joice Hasselmann causou desconforto entre alguns integrantes da Polícia Federal, incluindo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, que publicou uma nota para rebater a parlamentar.

Após ter aparecido com várias lesões pelo corpo, incluindo fraturas em sua face, Joice alegou não se lembrar do que ocorreu, mas que apenas se viu acordada em uma “poça de sangue” no banheiro da sua residência oficial, em Brasília, no sábado do dia 17 desse mês.

Questionada sobre o motivo de não ter procurado a Polícia, a parlamentar insinuou que a Polícia Federal não seria confiável por estar supostamente sujeita a interferências do governo. “Eu confio na instituição PF. Eu não confio é em alguma pessoas específicas e na possível interferência do governo na PF”, afirmou a deputada.

Joice, em seguida, fez uma acusação contra o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, chefiado atualmente pelo general Augusto Heleno. “Eu tenho receio de que o Planalto faça uma interferência. O GSI já está envolvido em uma tramoia”, disse ela.

A deputada insistiu emendando com outra especulação, mesmo sem apresentar provas: “O pedido de impeachment que eu apresentei contra o presidente Jair Bolsonaro é justamente por interferência na PF. Todos sabem que ele interferiu”, acrescentou. Luís Antônio Boudens, por sua vez, rebateu a deputada em uma nota, segundo o Correio Braziliense:

“É lamentável e incompreensível a fala da deputada Joice Hasselmann sobre a Polícia Federal, entidade respeitada pela sociedade brasileira e que trabalha todos os dias pela Segurança Pública”, afirmou o militar.

Sobre a natureza das lesões sofridas pela deputada, apesar de ealegar que teria sido vítima de um “atentado”, um laudo preliminar já divulgado pela Polícia Legislativa da Câmara (Depol) informou que não há registro nas câmeras de segurança de qualquer pessoa estranha que tenha entrado ou saído no dia do incidente, antes ou depois, e que Joice permaneceu dentro do imóvel por quatro dias consecutivos.

Mesmo com Joice e o seu marido, o neurocirurgião Daniel França negando veementemente que não houve agressão entre os dois, os investigadores ainda não descartaram essa possibilidade.

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