Ministro da Defesa emite nota defendendo a discussão do voto impresso: “É legítima”

O ministro da Defesa, general Braga Netto, emitiu uma nota oficial em que desmente uma matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, mas sem deixar de expressar o apoio do Ministério à legitimidade da discussão pela implementação ou não do voto impresso no Brasil.

Mais cedo, o jornal havia dito que um interlocutor do general havia sido enviado para dar um recado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de que não haveria eleições no Brasil em 2022 caso o voto impresso não fosse implementado.

Tanto Lira, quanto Braga Netto, negaram essa fake news profissional. No caso do Ministério da Defesa, o próprio general leu durante uma solenidade a nota oficial em que desmente o boato, mas que considera legítima a discussão da sociedade sobre o voto auditável. Leia a íntegra da nota, abaixo:

Brasília, 22/07/2021- Em relação à matéria publicada em veículo de imprensa, no dia de hoje, que atribui a mim mensagens tentando criar uma narrativa sobre ameaças feitas por interlocutores a Presidente de outro Poder, o Ministro da Defesa informa que não se comunica com os Presidentes dos Poderes, por meio de interlocutores.

Trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade entre os Poderes da República, em um momento que exige a união nacional.

O Ministério da Defesa reitera que as Forças Armadas atuam e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição. A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições nacionais, regulares e permanentes, comprometidas com a sociedade, com a estabilidade institucional do País e com a manutenção da democracia e da liberdade do povo brasileiro.

Acredito que todo cidadão deseja a maior transparência e legitimidade no processo de escolha de seus representantes no Executivo e no Legislativo em todas as instâncias.

A discussão sobre o voto eletrônico auditável por meio de comprovante impresso é legítima, defendida pelo Governo Federal, e está sendo analisada pelo Parlamento brasileiro, a quem compete decidir sobre o tema.

Walter Souza Braga Netto
Ministro de Estado da Defesa