Presidente do Superior Tribunal Militar: ‘A oposição está esticando demais a corda’

O general Luis Carlos Gomes Mattos, presidente do Superior Tribunal Militar, órgão responsável por julgar crimes cometidos por integrantes das Forças Armadas, concedeu uma entrevista onde falou sobre vários assuntos, incluindo o contexto político brasileiro, ocasião em que defendeu o presidente Jair Bolsonaro e criticou a oposição.

“O presidente Bolsonaro é um democrata, fala com o palavreado do povo, mas nada disso com a intenção de quebrar as estruturas, destruir as instituições, dar um golpe”, disse ele ao ser questionado se ver no país algum risco de ruptura institucional capaz de ameaçar a democracia.

“O presidente Bolsonaro passou quantos anos no Legislativo? É um político que entrou na política, como outros entraram, pelo voto. Além disso, todos os poderes estão funcionando normalmente. Outro absur­do que dizem por aí é que as Forças Armadas foram capturadas pelo governo. Não fomos capturados por ninguém”, disse o general.

“Nós passamos quantos anos em governos de esquerda? As Forças Armadas se mantiveram fiéis ao presidente, que é o comandante em chefe das forças, seja ele de que ideologia for”, completou Mattos.

Ao comentar a forma como a oposição vem reagindo ao governo, o general criticou o que para ele são excessos, disse que estão “esticando demais a corda” e que a população precisa saber votar corretamente nas próximas eleições.

“Quem critica Bolsonaro faz isso de manhã, de tarde, de noite. Tudo atribuem ao presidente. Tudo de errado. Será que você aguentaria isso? Que reação eu teria? Não sei. E alguma coisa boa atribuem? O Brasil está crescendo, a economia está crescendo, mesmo com todas as dificuldades. Não tenho dúvida de que estão esticando demais a corda”, disse ele à Veja.

“Quem está contra logicamente vai esticar essa corda, como se diz, até que ela arrebente. Esses, na verdade, são os que não têm muito apreço pela democracia, os que defendem ditaduras e apoiam ditadores. Quando a corda vai arrebentar? Isso eu não sei”, concluiu o general.