Bolsonaro defende ida do general Pazuello a passeio de moto: “Não teve viés político”

Lidando com um processo disciplinar por causa da sua ida a um passeio de moto ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello apresentou a sua defesa perante o Comando do Exército na última quinta-feira (27), onde argumentou não ter participado de um evento “político”.

Segundo o general, ele participou de um evento apartidário, sem conotação política, quando foi surpreendido ao ser convidado para subir a um palco para falar ao público. Ele ainda destacou que o Brasil não está em período eleitoral e que não foram levantadas bandeiras neste sentido, segundo informações repassadas pela CNN e confirmadas pelo Estadão.

Também na quinta-feira, durante a sua live semanal, Bolsonaro adotou a mesma linha de defesa do general Pazuello, argumentando que o passeio de moto que atraiu milhares de pessoas não teve por objetivo ser de natureza política.

“É um encontro que não teve nenhum viés político, até porque eu não estou filiado a partido político nenhum ainda”, afirmou Bolsonaro na live. “Foi um movimento pela liberdade, pela democracia, em apoio ao presidente. Não tinha nenhuma bandeira vermelha, nenhuma foice ou martelo”, emendou o presidente, segundo a Exame.

Para membros das Forças Armadas críticos do governo, como o general Santos Cruz, a presença de Pazuello foi, sim, uma violação ao código de ética militar, o qual proíbe a participação de militares da ativa em eventos de natureza política.

“DE SOLDADO A GENERAL TEM QUE SER AS MESMAS NORMAS E VALORES. O presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso. Desrespeitam a instituição. Um mau exemplo, que não pode ser seguido. PÉSSIMO PARA O BRASIL”, afirmou Cruz.

General Santos Cruz acusa Pazuello e Bolsonaro de “mergulharem Exército na política”