General Santos Cruz acusa Pazuello e Bolsonaro de “mergulharem Exército na política”

A presença do general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em um ato que reuniu milhares de pessoas no Rio de Janeiro no último domingo (23) em apoio a Jair Bolsonaro pode ter agradado a alguns apoiadores do presidente, mas também despertou a crítica de adversários e até mesmo de colegas membros do Exército Brasileiro.

Um dos que criticaram foi o general Santos Cruz, que se manifestou através da sua rede social acusando Pazuello e Bolsonaro de politização do Exército. A crítica parte do fato de que, como general da ativa, o ex-ministro da Saúde é proibido de participar de eventos de natureza política, segundo o Código de Ética militar.

“DE SOLDADO A GENERAL TEM QUE SER AS MESMAS NORMAS E VALORES. O presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso. Desrespeitam a instituição. Um mau exemplo, que não pode ser seguido. PÉSSIMO PARA O BRASIL”, afirmou Cruz.

Pazuello, que prestou depoimento na CPI da Pandemia na semana retrasada, alegando não ser contra a medidas de proteção contra o coronavírus, apareceu sem máscara ao lado do presidente Jair Bolsonaro no ato que reuniu cerca de 10 mil motociclistas e milhares de apoiadores no RJ.

Quem também comentou o episódio foi o vice-presidente da República e general, Hamilton Mourão. Segundo ele, Pazuello já reconheceu o erro e entrou em contato com o Comandante do Exército, general Paulo Sérgio, colocando-se à disposição de obediência a qualquer tomada de decisão no sentido de ser punido.

“O que eu sei é que Pazuello já entrou em contato com o comandante colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que cometeu um erro”, afirmou Mourão, segundo o UOL. Entenda mais:

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