Recentemente nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo de ministro da Justiça, o delegado da Polícia Federal, Anderson Torres, falou sobre diversos pontos acerca da sua atuação e também da visão que possui sobre temas como o direito à posse e porte de armas por civis.

“É natural que o ser humano arrume uma forma de se proteger. Não podemos tirar o direito do cidadão de bem de ter uma arma de fogo em casa”, disse ele, rebatendo a ideia errônea propagada por muitos de que tal direito significa irresponsabilidade.

“Quando se fala em ter uma arma, tenta-se criar uma imagem que as pessoas vão sair por aí com ela na cintura, fazendo barbaridade pelas ruas, e não é isso. Quem tiver uma arma precisa zelar por ela e ser responsabilizado se algo acontecer. Isso não é uma política de segurança pública”, completou.

Questionado ainda sobre se haveria a possibilidade do governo interferir na Polícia Federal, como alegado pelo ex-ministro Sérgio Moro, que saiu acusando o presidente Bolsonaro de fazer isso em abril do ano passado, Torres negou taxativamente essa possibilidade.

“É impossível fazer qualquer tipo de ingerência na Polícia Federal. As ações da PF nos últimos anos mostram isso. A PF é uma polícia de Estado, que atua com independência e autonomia. Os delegados e os agentes são concursados. O inquérito policial é cheio de travas e controles. Criou-se esse mito de que pode haver interferência”, disse ele para a Veja.