General critica o STF e pede que Bolsonaro acione o Art 142 para restaurar a “ordem”

O general Eduardo José Barbosa publicou uma nota em nome do Clube Militar, uma entidade com mais de 130 anos de história e presente em todo o Brasil, a qual reúne militares das mais diversas patentes, criticando a instalação da CPI da Covid-19 e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O general comparou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), aos chefes de duas facções criminosas do Brasil: Fernandinho Beira-Mar (Comando Vermelho) e Marcola (PCC).

“Bastou a eleição de um Presidente que acredita em Deus para que todo o inferno se levantasse contra ele”, diz a nota. “O Brasil é a Pátria do evangelho! Natural, portanto, que o poder das trevas queira destruir nossa Nação”.

“E como ‘as trevas’ têm poder devastador, no dia 27 de abril de 2021, instalou-se uma CPI no Senado Federal, encabeçada por um senador cuja família foi presa recentemente por acusações de esquema de corrupção no Amazonas, composta por aliados dos governantes corruptos e tendo como relator um dos campeões em denúncias de corrupção, cujos processos acumulam mofo e traças nas gavetas dos ‘foros privilegiados’”, diz o general.

“O resultado dessa ‘investigação’ todos já sabemos: culpar o presidente por aquilo que não o deixaram fazer. Ou por não usar as máscaras utilizadas por alguns para se esconder da população. Utilizando uma expressão usada nas mídias sociais, temos os ‘Marcolas e Fernandinhos Beira-Mar’ investigando a atuação da polícia no combate ao tráfico de drogas”, acrescenta.

Segundo a nota, o Poder Executivo é o único dos três poderes que está sendo obrigado a seguir a Constituição à risca e, diante disso, sugere que se utilize o artigo 142 da Constituição Federal de 1988 para restabelecer a Lei e a Ordem.

“Portanto, se neste cenário atual, o Poder Executivo, único dos três poderes que está sendo obrigado a seguir a constituição a risca, que utilize o Art 142 da Constituição Federal (vigente) para restabelecer a Lei e a Ordem. Que as algemas voltem a ser utilizadas, mas não nos trabalhadores que querem ganhar o sustento dos seus lares, e sim nos verdadeiros criminosos que estão a serviço do ‘Poder das Trevas”, conclui o texto.

Bolsonaro cita as Forças Armadas

A reação dos militares surge poucos dias após o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, citar as Forças Armadas como uma opção em caso de necessidade de se restabelecer a ordem no país, o que sugere que o líder do Executivo considera essa uma possibilidade real.

“Se tivermos problemas, nós temos um plano de entrar em campo. Eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. O nosso Exército, as nossas Forças Armadas, se precisar, nós iremos para as ruas”, afirmou o presidente durante entrevista para o apresentador Sikêra Jr. Veja a íntegra abaixo:

Bolsonaro cita as Forças Armadas para “restabelecer” o Artigo 5° da Constituição