General reitera que apreensão do celular de Bolsonaro pelo STF teria “consequências”

O General do Exército Brasileiro, Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, voltou a reafirmar que uma possível apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro por ordem do Supremo Tribunal Federal traria “consequências” ao país.

A declaração de Heleno ocorreu durante a sua participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, na última segunda-feira (19). Na ocasião, uma jornalista lembrou das palavras do GSI em maio do ano passado, quando o ministro Celso de Mello (hoje aposentado do STF) ficou na iminência de poder determinar a busca e apreensão do celular de Bolsonaro.

“O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável. Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País”, disse Heleno na época.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, destacou a nota do GSI em maio passado.

Questionado na segunda-feira sobre quais seriam essas “consequências”, o general Heleno voltou a reafirmar que elas seriam e continuam “imprevisíveis”. Também perguntado se a sua declaração foi uma “ameaça”, o GSI não confirmou, mas também não negou, deixando subentendido que a sua manifestação foi um alerta necessário contra uma possível decisão desastrosa por parte do ministro Celso de Mello, a qual não se concretizou. Assista: