General do Exército para Bolsonaro: “Com sua liderança venceremos todos os desafios”

A reforma ministerial realizada pelo presidente Jair Bolsonaro, envolvendo também todo o comando das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), não parece ter sido por acaso. Como alguns apoiadores do governo acreditam, o líder da Nação quis alinhar a sua visão aos militares em diferentes níveis.

Nesta terça-feira, por exemplo, o general Luiz Eduardo Ramos assumiu o cargo de ministro da Casa Civil da Presidência da República, ocupando o lugar que era de Walter Braga Netto, que por sua vez assumiu o Ministério da Defesa.

Na prática, Braga Netto e Luiz Ramos foram promovidos no que compete ao governo, mas também no status militar, já que compõem a equipe formada por ninguém menos que o Chefe Supremo das Forças Armadas, o presidente da República, e ambos (Ramos e Netto) possuem estreita ligação.

Não é pouca coisa, tanto que Ramos enfatizou o apoio e obediência à liderança do líder do Executivo. “Presidente, tenha a absoluta certeza de que com a sua liderança venceremos todos os desafios”, declarou o ministro no seu discurso de posse nesta terça, segundo o CB.

Ramos rasgou elogios a Bolsonaro, frisando a sua habilidade como grande articulador político e como quem governa de forma “inigualável”. A declaração foi dada ao comentar a sua atuação no antigo cargo, a Secretaria de Governo.

“Eu estava apenas como um auxiliar aprendendo sempre e me surpreendendo com a sua perspicácia e, como o Braga Netto sempre lembra, (o presidente é) de um timing político inigualável”, afirmou.

General Ramos faz elogios ao presidente Jair Bolsonaro
General Ramos e o presidente Jair Bolsonaro. Reprodução: Google

Ramos já foi bastante criticado pela chamada “ala ideológica” do governo, mas outros atribuem ao general o mérito por articulações importantes no Congresso enquanto Secretário, viabilizando a tal “governabilidade” entre setores da oposição e do “centrão”.

Pelo que tudo indica, Bolsonaro entendeu que obteve de Ramos e Braga Netto a confiança necessária para promovê-los, muito embora sob a desconfiança de alguns apoiadores, criando então um triângulo de confiança (Bolsonaro, Netto e Ramos) em cargos estratégicos do governo, isto sem falar do fiel escudeiro o também respeitado general, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional.

Se Ramos estiver certo quanto à habilidade “inigualável” do presidente em termos de articulação, os resultados vão aparecer nos próximos meses.