Ciro Gomes é alvo da Polícia Federal por suposto crime contra a honra de Bolsonaro

O ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, virou alvo da Polícia Federal por suspeita de crime contra a honra do presidente Jair Bolsonaro, após o mesmo acusar o líder do Executivo de ser “ladrão” e associá-lo ao suposto crime de “rachadinha”.

“O pedido de abertura de inquérito foi assinado pelo próprio Bolsonaro por meio da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência e posteriormente conduzido pelo ministro da Justiça, André Mendonça”, informou o Estadão.

Em novembro do ano passado, durante uma entrevista à Rádio Tupinambá, de Sobral, no Ceará, Ciro Gomes fez críticas ao presidente e lhe chamou em dado momento de “ladrão”, lhe associando também ao suposto crime de rachadinha envolvendo Flávio Bolsonaro.

“Qual foi o serviço do Moro no combate à corrupção? Passar pano e acobertar a ladroeira do Bolsonaro. Por exemplo, o Coaf, que descobriu a esculhambação dos filhos e da mulher do Bolsonaro, que recebeu R$ 89 mil desse (Fabrício) Queiroz, que foi preso e é ladrão, ladrão pra valer, ligado às milícias do Rio de Janeiro. E onde estava o senhor Sérgio Moro? Acobertando”, disse Ciro.

Tais declarações, portanto, se tratam de acusações que se levadas à esfera jurídica carecem de comprovação, caso contrário podem ser imputadas como calúnia e difamação. Uma vez que se dirigiram contra Bolsonaro, podem ser tipificadas como crime contra a honra do presidente.

O Art. 26 do Código Penal Brasileiro estabelece que é crime “caluniar ou difamar o Presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação. Pena: reclusão, de 1 a 4 anos”.

Ciro Gomes, por sua vez, disse já estar ciente da acusação, mas desdenhou da mesma. “Fui informado da abertura desse inquérito há cerca de dez dias. Estou pouco me ligando”, disse ele nesta sexta-feira, 19. O caso corre na Justiça Federal do DF.