General fala da reação ao citar Forças Armadas em crítica ao STF: “Não me arrependo”

Esta semana, o Clube Militar emitiu uma nota que repercutiu de forma polêmica na mídia, uma vez que o documento assinado por um general fez duras críticas ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, chegando a falar no possível uso das Forças Armadas em caso de “ruptura institucional”.

“O STF feriu de morte o equilíbrio dos Poderes, um dos pilares do regime democrático e da paz política e social. A continuar esse rumo, chegaremos ao ponto de ruptura institucional e, nessa hora, as Forças Armadas (FA) serão chamadas pelos próprios Poderes da União, como reza a Constituição”, diz trecho da nota.

O documento foi assinado pelo general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, que atualmente preside o Clube Militar, uma organização com mais de 130 anos de existência e que teve entre os seus presidentes o atual vice-presidente da República, General Hamilton Mourão.

“Em um conflito entre Poderes, a qual deles as FA se submeterão? Com certeza, ficarão unidas e ao lado da Nação, única detentora de sua lealdade. Que a liderança nacional tenha isso em mente”, afirma o documento com destaque nosso, parecendo se referir ao presidente Jair Bolsonaro.

Paiva logo se tornou alvo de críticas de alguns setores ligados à oposição ao governo Bolsonaro, como o Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL, que resolveu entrar com um pedido no STF para que o general tivesse a sua conduta investigada.

Ciente da reação contra ele, o general Paiva mostrou que não se sentiu intimidado, mas pelo contrário, disse não estar arrependido e voltou a falar na possibilidade de ruptura institucional, portanto, reiterando às críticas feitas na nota do Clube Militar ao STF, após a anulação das condenações do ex-presidente Lula por decisão de Fachin.

“Não me arrependo. Ninguém deseja uma ruptura institucional, mas isso pode vir a acontecer, caso o conflito entre os Poderes se agrave”, reiterou Paiva, segundo informações da Época.