O período de pandemia do novo coronavírus favoreceu o surgimento de várias fake news, ou notícias falsas. Uma das mais notáveis foi a de um enterro onde familiares teriam encontrado o caixão do parente morto vazio, ou melhor… com pedras!

‘Tanto a Polícia Civil quanto a prefeitura de Belo Horizonte afirmam que o conteúdo do vídeo é falso. Em conversa com jornalistas, hoje (5), o delegado-geral Wagner Sales disse que a autora do vídeo pode ser condenada a até nove anos de prisão por denunciação caluniosa, difamação contra autoridade pública e propagação de tumulto e alarme”, afirmou à Agência Brasil.

A mulher acusada de divulgar o vídeo foi finalmente identificada. Identificada como Valdete Zanco, moradora da cidade de Campanha, no sul de Minas, ela resolveu pedir perdão pelo ocorrido, destacando que também teria sido induzida ao erro e que não teria a intenção de propagar informações falsas.

Em nota à imprensa, o advogado de Valdete, Alexsander Pereira, procurou esclarecer melhor a questão em seu nome, uma vez que se condenada pelos crimes citados, ela poderá pegar até nove anos de prisão.

“Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu”, disse o advogado, segundo informações do G1.

Fake news na pandemia

O discurso do delegado Wagner Sales pode parecer duro para muitas pessoas, mas ele tem como objetivo impedir que casos do tipo se repitam na sociedade, pois uma das grandes preocupações das autoridades é justamente com a propagação de fakew news, especialmente no contexto de pandemia.

No início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, por exemplo, foram divulgadas informações falsas sobre métodos de prevenção, como loções caseiras e xaropes naturais, todos não autorizados ou reconhecidos pelas autoridades públicas.

Esse tipo de propagação de informações falsas prejudica o verdadeiro combate à pandemia, assim como tende a criar na população uma sensação de insegurança, pânico ou revoltas desnecessários.

No caso em questão, dos supostos caixões com pedras, a população associou o fato à suspeita de que governadores e prefeitos estariam forjando casos de falecimento para inflar o número de vítimas do novo coronavírus, o que até então não foi confirmado por investigadores.

Como evitar fake news como a dos caixões com pedras

A recomendação de especialistas para a população evitar a disseminação de fake news é a preocupação constante com a fonte das notícias. É verdade que pequenos veículos de comunicação podem, e devem, noticiar fatos verdadeiros, mas também é verdade que muitos pecam nesse quesito.

Assim, buscar comparar o conteúdo de uma mídia com outras é o melhor caminho a seguir. Optar por mídias que já possuem um histórico de credibilidade, também e, na dúvida, jamais compartilhar um conteúdo sem a devida confirmação da sua veracidade.

Essas são dicas simples, mas que fazem toda a diferença na qualidade de informações voltadas para o grande